27 de novembro de 2023
Colecionador-Curador
Orandi Momesso constrói um parque para servir de morada para sua coleção e diz que a curadoria é algo que alimenta e pratica há 50 anos
Caminhar por estes jardins é ler uma partitura composta por árvores, pedras e bronze. A mata regenerada não é o cenário, é a própria obra em perpétua mutação. Entre o farfalhar do vento e a solidez da forma, o visitante descobre que o museu não tem paredes, apenas caminhos que levam para dentro de si mesmo.
Aqui a arte não está entre quatro paredes.
Ela está onde tudo começou: na terra, no rio, no vento.
Nas árvores que testemunham o passar do tempo.
Nas mãos que moldaram barro muito antes de haver nação.
Este não é um parque comum nem um museu convencional.
É um solo fértil onde o passado brota em forma de cor, textura, voz e silêncio.
É um acervo vivo, em expansão, onde cada obra carrega as marcas de um país em constante construção — e reconstrução.
Nascemos do olhar inquieto de um colecionador.
Alguém que entendeu que a verdadeira riqueza de uma coleção não está no que se guarda, mas no que se compartilha.
Somos o primeiro museu a céu aberto inteiramente dedicado à arte brasileira.
Entre jardins de mata regenerada, obras se entrelaçam à paisagem, criando experiências imersivas que respiram junto com o visitante.
É um convite para sentir, caminhar e descobrir a arte como algo vivo em um espaço que celebra a arte brasileira
Nossos pavilhões são pausas esculpidas no tempo. Geometrias que não prendem a arte, mas oferecem a ela um lugar de repouso e ressonância. São caixas de luz onde o concreto se faz leve e o olhar se expande, protegendo a delicadeza da criação brasileira da pressa do mundo lá fora.
No coração do Instituto Luciano Momesso, a educação é entendida como um processo de desocultamento. Não entregamos respostas, mas aguçamos o olhar para as perguntas que a arte propõe. Cultivamos a sensibilidade como quem cuida de um jardim, acreditando que uma mente despertada pela beleza nunca volta ao seu tamanho original.
Cinquenta anos de busca sintetizados em um rastro de beleza. O acervo P_ARTE é o testemunho de uma paixão que transbordou do íntimo para o público. São obras que carregam o DNA de um Brasil que sonha, constrói e resiste, agora oferecidas ao mundo como um espelho de nossa própria identidade.
“A arte é a contemplação; é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que a natureza também tem alma” – Auguste Rodin
Um parque de arte é um sonho que pede raízes profundas, entrelaçadas ao tempo, fortes o bastante para sustentarem o que ainda virá. Que tal ser uma dessas raízes? Como apoiador(a) do P_Arte, você se torna parte desse chão fértil, onde o futuro encontra abrigo, e permite que outras gerações caminhem entre essas obras por uma paisagem cheia de sentidos e texturas. Sua contribuição é um gesto que respira: mantém a mata viva (e vívida), preserva a memória e garante portas sempre abertas para todos os olhares, para todas as descobertas.
Quando a crítica e o olhar público se voltam para o P_ARTE, eles narram a história de uma utopia realizada. Nossa presença na mídia é o eco de um impacto que ultrapassa Ibiporã, inspirando novas formas de pensar a cultura e a conservação. O que se escreve sobre nós é apenas o reflexo do que plantamos aqui.